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Dados do Estudo Global sobre Violência contra Crianças, pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) feita pelo estudioso da USP Paulo Sérgio Pinheiro.

CASTIGOS CORPORAIS
- De acordo com a Iniciativa Global para Acabar com todo Castigo Corporal contra Crianças, pelo menos 106 países não proíbem o uso de castigos corporais nas escolas, 147 países não os proíbem em instituições alternativas e somente 16 países os proibiram no lar até hoje.

DESAFIO
- Eliminar e reagir diante da violência contra crianças no contexto da família talvez represente o maior desafio de todos, considerando que ela é vista pela maioria como a mais “privada” das esferas privadas.

EMPREGO DOMÉSTICO
- A maior categoria de emprego para meninas abaixo de 16 anos é a do trabalho doméstico, que freqüentemente assume a forma de emprego não regulamentado e exploração e, às vezes, de servidão ou escravidão.

EXPLORAÇÃO
- Estima-se que 1 milhão de crianças sejam exploradas em trabalhos ou atividades sexuais a cada ano.

 

FAMÍLIA
- A unidade familiar estável é fonte poderosa de proteção contra a violência para crianças em qualquer ambiente.

GRUPOS MAIS VULNERÁVEIS
- Crianças portadoras de deficiências, crianças de minorias e outros grupos marginalizados, “crianças de rua” e crianças em conflito com a lei são mais vulneráveis à violência.

HOMICÍDIOS
- A OMS estimou, usando dados nacionais limitados, que quase 53 mil crianças morreram em todo mundo em 2002 em decorrência de homicídios

LÉSBICAS E HOMOSSEXUAIS
- A violência sexual e baseada no gênero também ocorre em ambientes educacionais. Em grande parte, ela é direcionada a meninas por professores e colegas do gênero masculino. A violência também é cada vez mais direcionada a jovens lésbicas e a homossexuais do gênero masculino.

MEDO
- Grande parte da violência contra crianças continua camuflada por causa do medo. Muitas crianças têm medo de denunciar incidentes de violência contra elas. Em muitos casos, os pais, que deveriam proteger seus filhos permanecem em silêncio se a violência houver sido cometida por um cônjuge ou outro familiar, um membro mais poderoso da sociedade, como um empregador, um policial ou um líder comunitário.

PREJUÍZO FINANCEIRO
- Os custos financeiros associados ao abuso infantil e à negligência, entre os quais rendas futuras perdidas (devido dificuldade de pleno desenvolvimento das crianças vitimadas) e despesas com tratamentos de saúde mental, foram estimados em US$ 94 bilhões nos Estados Unidos em 2001.

TAXAS DE HOMICÍDIOS
- Na maior parte do mundo, as taxas de homicídio entre meninos com idades entre 15 e 17 anos são pelo menos três vezes mais altas que entre meninos da faixa etária dos 10 aos 14 anos. Esse aumento ocorre mesmo em regiões com baixas taxas gerais de homicídios e ele indica a extrema necessidade de serem tomadas medidas para impedir comportamentos violentos antes da adolescência até meados dessa fase.

TRABALHO INFANTIL
- Estimativas recentes da OIT indicam que, em 2004, 218 milhões de crianças participaram de esquemas de trabalho infantil, das quais 126 milhões em atividades perigosas. Cerca de 5, 7 milhões foram submetidas a esquemas de trabalho forçado ou escravo, 1,8 milhões se envolveram com a exploração sexual e a pornografia e 1,2 milhão foram vítimas de tráfico.

 

VIOLÊNCIA BANALIZADA
- Os meios de comunicação de massa às vezes passam a imagem de que a violência, inclusive a violência contra crianças, é normal ou a glorificam em meios impressos ou visuais como programas de televisão, filmes e videojogos. A Internet também tem estimulado a produção, distribuição e utilização de materiais com imagens de atos de violência sexual contra crianças, além disso, vem sendo usada para obter serviços sexuais de crianças.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
- Estima-se que de 133 a 275 milhões de crianças em todo mundo testemunham violência doméstica anualmente.

VIOLÊNCIA NÃO FATAL
- Estudos sobre violência física não fatal revelam que, para cada homicídio de um jovem, há cerca de 20 a 40 vítimas de violência não fatal entre jovens.

VIOLÊNCIA SEXUAL
- Em um resumo de estudos realizados em 21 países (principalmente países desenvolvidos), de 7% a 36% das mulheres e de 3% a 29% por cento dos homens relataram ter sido vítimas de violência sexual na infância e a maioria dos estudos em uma proporção de 1,5 a 3 vezes maior que meninos. Na maioria dos casos, o abuso ocorreu dentro do circulo familiar (2005).

VIOLÊNCIA VIRTUAL
- Pesquisas realizadas no Canadá e no Reino Unido sugerem que grandes números de alunos foram molestados, intimidados ou vitimizados por e-mails ou celulares, ou ainda, tiveram informações enganosas divulgadas sobre eles na Internet.

VIOLÊNCIA NA COMUNIDADE
- As crianças são vulneráveis a violência sexual por parte e exploração por parte de membros da comunidade. A violência sexual é mais comumente cometida por alguém que a criança conhece, como familiares ou adultos em cargos de confiança (como treinadores esportivos, membros do clero, policiais, professores e empregadores).

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS
- A violência nas escolas também assume a forma de brigas e atitudes intimidatórias de colegas. A intimidação está freqüentemente associada à discriminação de estudantes de famílias pobres, de grupos etnicamente marginalizados ou com características pessoais singulares (sua aparência ou alguma deficiência física ou mental).

VIOLÊNCIA NO TRABALHO
- Há poucos dados sobre a violência contra crianças trabalhadoras, principalmente sobre as que trabalham no setor informal. As informações sobre atos de violência contra crianças em locais de trabalho sugerem que eles sejam na sua maioria cometidos por seus “empregadores”.

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